“As palavras tem a alma de quem as diz e trazem o espírito de quem as escreve. Nunca nos separamos do que escrevemos, mesmo que os leitores não identifiquem em nossas palavras as marcas dos seus autores. Há um quê mágico no que se escreve: na palavra que se elege, interpretação de quem a lê. Não é sem propósito que "no princípio era verbo."
A arte de contar histórias é um exemplo do que a autora conta por meio de contos, que são palavras arrumadas em forma de histórias, portanto, com uma cor de vida. Muitas vezes, quem escreve não se dá conta dos contos que conta, mas com certeza, expressa nas linhas, ou nas entrelinhas, a vibração da vida. Aqui a autora carregou nas tintas, porque arrumou as palavras para descrever, e até inscrever, a história de personagens reais. O que ha de ficção leva a similitude do real com tanta clareza, que nenhum temor teríamos em afirmá-lo como real. Afinal, o que compõe o pensamento e a imaginação está dentro do todo que constitui a pessoa que somos.
A autora soube encontrar a forma com gosto de realidade para um conteúdo com sabor de vida.
Simples e, por isso mesmo, deliciosas, são as histórias, que, sem querer ensinar, o que mais fazem é nos trazer ensinamentos de uma forma humanizada.
Em cada conto, descobrimos a vida travestida de eternidade, o que nos dá alento por nos encontrarmos muito parecidos com todos quantos nos olham e nos reconhecem humanos.
A vida é um conto, que bem contado, vale a pena ser contado de novo, para reafirmar que viver é bom.”